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Como Desenvolvedores Roubaram "Dry Run" De Metalúrgicos

Alexandre Gomes Gaigalas22 de Dezembro de 2025

Se você já executou um comando com a flag --dry-run, provavelmente sabia o que ela fazia. O comando era executado, mas não a coisa toda.

Mais especificamente, um dry run executa todas as partes, exceto as irreversíveis de uma operação.

Um Exemplo Rápido

Por exemplo, digamos que você tenha um programa de linha de comando chamado cleanup-database:

$ cleanup-database --help
usage: cleanup-database [options]
Removes old data from the database.

Options:
--dry-run     Show what would be deleted, but don't actually delete anything
--force       Actually delete the data

Quando você executa esse programa passando a flag --dry-run, ele mostra o que faria sem realizar nenhuma alteração:

$ cleanup-database --dry-run
The following records would be deleted:
- Record ID 12345
- Record ID 67890
No changes have been made.

Isso é particularmente útil para comandos que executam ações destrutivas, como excluir arquivos ou modificar bancos de dados.

Dry runs não se limitam a ferramentas de linha de comando. Eles também podem ser encontrados em diversas bibliotecas e frameworks de programação, onde permitem que desenvolvedores simulem operações sem realizar alterações permanentes.

Mas Por Que "Dry Run"?

Quero dizer, por que não --simulate ou --preview? De onde vem afinal o termo "dry run"?

Ele vem do mundo da usinagem.

Primeiro, deixe-me mostrar o que realmente é um "wet run":

Uma operação de wet run de uma máquina
Uma máquina realizando uma operação wet run, com fluidos de lubrificação reais sendo aplicados à peça.

Essas operações são chamadas de "wet" porque um fluxo constante de fluido de lubrificação é necessário para que a operação ocorra suavemente.

Quando você está testando apenas os movimentos sem realizar nenhuma alteração de fato, não há atrito nem geração de calor, portanto o fluido de lubrificação não é necessário. Isso é um dry run, e é daí que o termo vem.


CC BY-NC-SA 4.0